Quantum Safe: seus dados protegidos a nível quânticoQuantum Safe: seus dados protegidos a nível quântico
Em 1999, a Eletronet nasceu de uma ideia ousada: aproveitar as torres de transmissão de energia para levar fibra óptica a todo o país. Mais de duas décadas depois, essa rede instalada no alto das linhas de transmissão sustenta o tráfego de operadoras, provedores regionais, data centers e hiperescalas que movem a economia digital brasileira.
Durante todo esse tempo, a régua da infraestrutura teve como base a capacidade, a baixa latência e a disponibilidade. Essa régua continua valendo, mas ganhou mais um item. Além de chegar rápido e sem interrupções, o dado agora precisa continuar protegido por muitos anos, inclusive diante de tecnologias que ainda estão por vir.
Foi com esse olhar que a Eletronet apresentou na Futurecom 2026 o Transporte de Dados Quantum Safe, transporte óptico dedicado com criptografia pós-quântica aplicada na camada física.
O dado ficou mais valioso, e por mais tempo
Contratos, prontuários médicos, informações financeiras, dados de pesquisa e propriedade intelectual têm algo em comum: continuam valiosos por 10, 20 ou até 30 anos. Por isso, proteger o dado em trânsito virou uma questão de longo prazo, e não só do momento.
O mercado de segurança já tem nome para esse risco: harvest now, decrypt later, ou “colher agora, criptografar depois”. Um agente mal-intencionado captura hoje informações criptografadas, guarda esse material e espera a tecnologia capaz de abri-lo amanhã.
O computador quântico capaz de comprometer parte dos mecanismos criptográficos atuais ainda não existe. Mas o risco já merece atenção: dados capturados hoje podem ser armazenados e criptografados no futuro.
A régua da criptografia está mudando
A criptografia que protege dados em trânsito tem duas partes: o algoritmo que criptografa a informação e o mecanismo que combina as chaves entre as pontas. O AES-256, usado para criptografar, oferece uma camada robusta de proteção dos dados, inclusive diante das ameaças quânticas. Já os mecanismos tradicionais de troca de chaves podem se tornar vulneráveis à capacidade de processamento dos computadores quânticos.
Para responder a isso, o NIST, instituto de padrões dos Estados Unidos, publicou em agosto de 2024 o FIPS 203, que padroniza o ML-KEM, algoritmo de troca de chaves projetado para resistir a ataques de computadores quânticos.
O Brasil também já está nesse caminho. Em janeiro de 2026, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) publicou a Instrução Normativa nº 35, que leva algoritmos pós-quânticos à ICP-Brasil, a infraestrutura de certificação digital do país. Na ocasião, o presidente do ITI, Enylson Camolesi, classificou a migração como “um caminho sem volta”.
Com padrão publicado nos EUA e norma em vigor no Brasil, a migração para a criptografia pós-quântica já começou.
Segurança física e lógica na mesma rede
A rede da Eletronet tem uma característica única: a fibra OPGW fica instalada nos cabos para-raios das linhas de transmissão, no alto das torres de alta tensão. Lá em cima, ela fica muito menos exposta a vandalismo, furto e danos de obras civis, e segue rotas diretas que favorecem a baixa latência. É essa engenharia que sustenta a disponibilidade de 99,9% da rede.
Por isso, o Quantum Safe complementa a robustez física da rede com uma camada adicional de proteção. Os dados são criptografados na camada óptica antes de serem transmitidos pela fibra, o que acrescenta proteção entre os pontos de conexão.
A solução não substitui firewall, controle de acesso, anti-DDoS ou monitoramento. Em resumo, ela complementa essas camadas e protege a informação no ponto em que ela percorre as maiores distâncias.
Como funciona
O Transporte de Dados Quantum Safe se apoia em três pilares:
- Criptografia AES-256: os dados são criptografados no meio óptico, adicionando uma camada de proteção ao transporte.
- Estabelecimento de chaves: mecanismo desenvolvido para resistir a ataques de computadores quânticos.
- Gestão e monitoramento do serviço: a arquitetura de gestão foi concebida para permitir o acompanhamento operacional do serviço sem acesso ao conteúdo dos dados.
Na prática, o trajeto acontece em quatro etapas:
- Conexão: o tráfego sai do roteador do cliente por interfaces padrão de 100GE a 800GE.
- Criptografia: o equipamento Eletronet criptografa os dados em hardware, na camada óptica, antes da transmissão.
- Transporte: os dados seguem em ondas dedicadas pela rede OPGW, em qualquer rota da rede da Eletronet.
- Entrega: na outra ponta, os dados são criptografados e entregues íntegros, em velocidade de linha.
Proteção sem abrir mão de performance
Quem opera redes de alta capacidade sabe que segurança não pode custar desempenho. Por isso, o Quantum Safe foi pensado para preservar o que o cliente já contrata no Transporte de Dados Eletronet:
- Banda preservada: a criptografia não adiciona cabeçalhos ao tráfego, e toda a capacidade fica disponível para os dados.
- Independente de protocolo: a proteção é transparente aos protocolos e não afeta a operação.
- Simplicidade de integração: a criptografia é realizada nos equipamentos ópticos da Eletronet, conforme a arquitetura contratada.
Uma rede em plena expansão
O Quantum Safe chega em um momento de crescimento para a Eletronet. Desde 2025, a empresa faz parte da AXIA Energia, mantendo sua identidade e seu modelo de operadora neutra de atacado. Em 2026, colocou em marcha o maior plano de expansão da sua história.
- R$ 157 milhões de investimento.
- Cerca de 8 mil km de novas rotas OPGW.
- Cinco novos estados: Pará, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre e Rondônia.
- 85 novos Edge Data Centers.
Com o plano concluído, a expansão chega a 26 mil km de fibra em 23 estados, com 255 Edge Data Centers, 36 Data Centers e monitoramento 24×7. Inclusive, a rede já se conecta aos principais data centers do país, como Equinix, Ascenty, Scala e Elea, e ganhou presença internacional com o primeiro PoP da Eletronet na Europa, em Lisboa.
Para quem contrata o Quantum Safe, a expansão da Eletronet representa a oportunidade de ampliar a conectividade protegida entre redes, provedores e data centers, acompanhando as necessidades de crescimento de cada cliente.
Um novo serviço para operadoras e provedores
Alinhada ao seu modelo neutro de atacado, a Eletronet desenvolveu o Quantum Safe para que operadoras, provedores e data centers possam incorporar a proteção pós-quântica às próprias ofertas. Além disso, a solução amplia as possibilidades de diferenciação do portfólio e cria novas oportunidades de atendimento a clientes corporativos que transportam informações críticas, como bancos, hospitais, órgãos públicos e indústrias.
“O Transporte de Dados Quantum Safe amplia nosso portfólio de conectividade e segurança.”
— Cassio Ricardo Lehmann, CRO da Eletronet
Segundo Lehmann, o transporte com criptografia Quantum Safe, que já é comercializado na Europa, deve se tornar rapidamente uma demanda também no Brasil. Inclusive, quem se antecipa chega a esse momento mais bem posicionado.
Onde o Quantum Safe faz mais diferença
O serviço é indicado para operações que precisam transportar informações críticas entre redes e data centers, hoje e no futuro:
- Bancos e fintechs: replicação entre data centers e contingência.
- Data centers e nuvem: interconexão de alta capacidade.
- Operadoras: backhaul e serviços de atacado.
- Governo: interligação de órgãos públicos.
- Saúde: prontuários e exames entre hospitais e laboratórios.
- Energia: dados de operação de infraestrutura crítica.
Para setores regulados, uma camada de criptografia sempre ativa no transporte também ajuda a demonstrar proteção contínua dos dados em processos de compliance e auditoria.
Inovação para ir além
Há mais de 25 anos, a Eletronet constrói infraestrutura pensando no que o país vai precisar. Em primeiro lugar, foi levar fibra pelas linhas de transmissão. Depois, conectar provedores, data centers e hiperescalas com capacidade e resiliência. Agora, é garantir que o dado transportado hoje continue protegido amanhã.
Seus dados percorrem grandes distâncias. A proteção acompanha todo o trajeto.
Quer saber como o Quantum Safe funciona na sua rota? Nossa equipe avalia capacidade e requisitos de segurança junto com o seu time.
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Ainda tem dúvidas sobre o Transporte de Dados Quantum Safe?
O que é o Quantum Safe?
É o serviço de transporte de dados da Eletronet com criptografia pós-quântica aplicada na camada óptica. Inclusive, ele protege as informações durante o percurso pela rede OPGW, inclusive diante de futuras ameaças de computadores quânticos.
Como funciona o Quantum Safe?
Os dados são criptografados nos equipamentos ópticos da Eletronet antes de seguirem pela fibra. Portanto, a troca de chaves usa um mecanismo desenvolvido para resistir a ataques de computadores quânticos.
Por que adotar criptografia pós-quântica agora?
>Em primeiro lugar, os dados capturados hoje podem ser armazenados e criptografados no futuro, quando a computação quântica avançar. Informações que continuam valiosas por anos, como contratos e prontuários, já precisam dessa proteção.
Para quem recomendamos o Quantum Safe?
É recomendado para operações que transportam informações críticas entre redes e data centers, como bancos, hospitais, órgãos públicos e indústrias. Operadoras e provedores também podem incorporá-lo às próprias ofertas.
A migração para a criptografia pós-quântica já começou no Brasil?
Sim. Em janeiro de 2026, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) publicou a Instrução Normativa nº 35, que leva algoritmos pós-quânticos à ICP-Brasil, a infraestrutura de certificação digital do país. Somada ao padrão FIPS 203, publicado pelo NIST nos Estados Unidos, essa norma indica que a transição já está em curso.
O Quantum Safe vale a pena?
Sim, para quem transporta dados críticos que continuam valiosos por anos. Além disso, como informações capturadas hoje podem ser criptografadas no futuro, adotar a proteção pós-quântica desde já reduz esse risco.